Trabalhadores terceirizados da usina FS paralisam obras por melhores condições de alojamento e trabalho em Querência
A categoria denuncia superlotação, alimentação inadequada e falhas em assistência médica; empresa BDR Construart afirma que busca acordo imediato.
Notícias Interativa
Operários da BDR Construart, empreiteira responsável por serviços na construção da usina FS no município de Querência (MT), cruzaram os braços nesta quinta-feira (28). A paralisação geral expõe denúncias de precarização laboral, que englobam superlotação em moradias, defasagem financeira e ausência de assistência básica de saúde e higiene para os funcionários.
Atraídos de estados como Ceará, Maranhão, Bahia, Pará, Rio de Janeiro, ente outros, os trabalhadores arcaram com as próprias passagens de ida e relatam ter encontrado uma estrutura incompatível com as necessidades de moradia. O grupo denuncia a instalação em abrigos provisórios, onde até nove pessoas dividem um mesmo quarto com apenas um banheiro. A escassez de água mineral nos alojamentos obriga o consumo direto de torneiras ou tanques, provocando episódios de mal-estar que não recebem suporte da empresa, uma vez que não há ambulância ou transporte disponível para emergências médicas.
No canteiro de obras e no âmbito trabalhista, as queixas envolvem rotinas forçadas aos sábados e a falta inicial de água gelada. Economicamente, o vale-refeição de R$ 300, disponibilizado apenas após 90 dias de trabalho, é considerado insuficiente diante do alto custo de vida na cidade e fica abaixo da média de R$ 650 praticada por outras empresas, agravado pela ausência de adiantamento salarial. Os funcionários afirmam gastar até R$ 1.000 do próprio bolso com produtos para lavar os uniformes cobertos de poeira e cobram a redução do período de "abaixada" — exigindo que a folga de cinco dias para visitar as famílias ocorra a cada três meses, e não a cada semestre.
Frente às condições apresentadas, a categoria rejeitou o prazo estipulado pela BDR Construart, que inicialmente prometeu um retorno para as reivindicações apenas na próxima segunda-feira. Os grevistas decidiram manter a interrupção das atividades de forma ininterrupta até que haja uma solução definitiva. Em entrevista Noticias Interativa, um representante da empreiteira, confirmou que a direção da empresa tenta firmar um acordo com os trabalhadores ainda nesta quinta-feira para destravar a situação.

















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